Inadimplência em Palmas cai durante a pandemia

  • 25 de agosto de 2020 - 15:11



Atualmente, a capital tocantinense tem 41.004 pessoas com dívidas no SPC e Serasa, conforme apontam os dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Palmas. Esta é a primeira divulgação de dados de negativação da Capital desde o início da pandemia no país, tendo em vista que a negativação vinha sendo postergada pelos órgãos de proteção ao crédito como medida emergencial durante a pandemia. 

 

Os dados mostram que a média nacional apontou uma alta de 4% no número de brasileiros que tiveram registros inseridos nos órgãos de proteção ao crédito, enquanto o Tocantins teve queda de 18,8% e Palmas de 18,1%, o que revela que o tocantinense e o palmense estão, neste momento, priorizando o pagamento de dívidas.

 

Silvan Portilho, presidente da CDL Palmas, explica os motivos da queda na negativação e aumento da recuperação de crédito. “O comércio ficou por quase três meses fechado, o que afetou de forma significativa o faturamento das empresas palmenses, logo, as vendas diminuíram e por isso não houve a geração de novas dívidas. No entanto, o palmense priorizou o pagamento das dívidas anteriores neste momento. Isso se deve em grande parte ao pagamento do Auxílio Emergencial pelo Governo Federal. O consumidor palmense utilizou o valor para negociar dívidas em atraso e assim conseguir recuperar o crédito”, explicou Silvan. 

 

Ainda de acordo com os dados, os palmenses negativados têm em média 2 dívidas em atraso e a soma total das dívidas é de R$80 milhões; no período pré pandemia, as dívidas que o comércio tinha a receber somavam R$96 milhões, ou seja, houve uma recuperação de R$16 milhões.

 

Eliane Moura, gerente das Lojas Nosso Lar na Capital, afirma que houve uma grande procura por renegociação e pagamento de dívidas. “Nossa filial vem recebendo bem dos clientes que estavam inadimplentes. Nos dias de pagamento do Auxílio Emergencial, o recebimento de dívidas chega a aumentar entre 30% e 40%”, disse.

 

É importante frisar que a inclusão nos órgãos de proteção ao crédito é essencial para os lojistas, sendo uma ferramenta indispensável para o comércio conseguir recuperar as dívidas em atraso, principalmente neste período de baixa nas vendas.