Dia das Mães: Palmas deve vender abaixo da média nacional e comércio prevê prejuízo

  • 05 de maio de 2020 - 11:15



O Dia das Mães é a segunda melhor data comemorativa para o varejo, ficando atrás somente do Natal. No entanto, este ano as incertezas e inseguranças pela pandemia da COVID-19 devem afetar as vendas no comércio. Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil aponta que 68% dos brasileiros devem presentear, mas este é o menor percentual dos últimos 3 anos, 2017 (73%), 2018 (74%) e 2019 (78%).

 

O levantamento mostrou ainda que para aqueles que não vão presentear o principal motivo é o fato de a mãe já ser falecida (62%). Não ter dinheiro e estarem desempregados também são os motivos apontados por 16% e 9%, respectivamente. Considerando esta parcela que vai deixar de comprar presentes para as mães, 77% afirmam que a COVID-19 é a principal motivação. 

 

No ano passado, 24% pretendia gastar menos na data, já em 2020, esse número saltou para 45%, e os motivos são: orçamento apertado (49%); incertezas com relação ao cenário econômico (38%); e economia de recursos (36%). O gasto médio pretendido com todos os presentes em 2020 é de R$ 188. 

 

O presidente da CDL Palmas, Silvan Portilho, explica que na Capital o cenário será pior. “Todos os anos Palmas sempre supera positivamente as expectativas nacionais, por termos um comércio em constante crescimento. Por exemplo, ano passado, enquanto o Brasil cresceu 0,11%, Palmas vendeu 10,5% a mais. No entanto, este ano o cenário deve ser completamente diferente, tendo em vista que o lojista palmense não está autorizado a funcionar e isso deve acarretar, de acordo com a base de dados CDL Palmas, uma queda de até 60%. Isso trará um prejuízo ainda incalculável para o comércio de Palmas. Alguns empresários estão tentando se reinventar e buscar formas de minimizar os prejuízos, mas a grande maioria não tem estrutura e nem plataforma para venda digital, é uma utopia acreditarmos que todo o comércio se transforme de venda presencial para online em tão pouco tempo”, disse. 

 

Com os shoppings centers e a grande maioria dos comércios de rua fechados, ganham destaque as compras pela internet (53%), meio de compra mais citado pelos entrevistados; seguida das lojas de rua/bairro (49%) e supermercados (18%). Silvan explica que o Poder Público irá sentir os impactos desses números. “Além do comércio local perder muito, sabemos também que todo o imposto gerado por essas vendas online será arrecadado no estado de origem. Sendo assim, o Tocantins não receberá esses recursos gerados por essas compras”, disse. 

 

A pesquisa também detectou os fatores que mais influenciam na escolha do local de compra dos presentes: 48% vão optar por locais que ofereçam os melhores preços, 37% por locais que ofereçam boas promoções/descontos, 36% por lugares que tenham produtos de qualidade e 27% darão preferência a lojas que ofereçam frete grátis. 18% mencionaram a disponibilidade da loja que esteja funcionando / aberta devido ao Coronavírus.

 

A pesquisa mostra que os presentes mais procurados por quem vai presentear serão as roupas, calçados e acessórios (43%), perfumes (34%), cosméticos (26%) e chocolates (18%).